O que fazer para melhorar o ensino no Brasil? Não sei. Primeiro, porque desconheço o ideal, o “bom ensino”, e também por não ter clara a estratégia correta para alcançá-lo.
Quando se trata de resolver grandes questões, é preciso começar por ensaios menores. Não se pode querer mudar todo o sistema de ensino brasileiro sem testar, antes, com algumas poucas escolas de variadas características. Antes ainda, testar em si mesmo: é educando a si mesmo que se começa. Não me posso crer capaz de resolver a educação do País se mal comecei a minha própria.
Se entendemos algo, mesmo em parte, devemos cuidar de testá-lo na prática, em pequenas aplicações. Por quê? Para confirmar ou melhorar o produto de nossas reflexões e, dessa forma, chegar a reflexõs mais profundas e confiáveis. A evolução do entendimento será claramente observada ao longo do tempo, conforme o vamos moldando à prática, utilizando o que já observamos de suas aplicações anteriores.
Por que ensaios pequenos? Porque os erros são minimizados. Evita-se, assim, uma catástrofe de grandes proporções. Este blog, leitor, é um pequeno ensaio. Por isso disse no começo que não fazia questão de muitos leitores.
Isso nos previne contra dois males:
1) A paralisação de nossas ações, por acreditarmos que é impossível agir enquanto não tivermos plenas certezas. Com o pouco que sabemos ou achamos que entendemos, já podemos fazer alguma coisa. Praticar é como chamar a realidade para julgar o fruto de nosso saber.
2) A paralisação de nossas reflexões, por acreditarmos que já sabemos tudo e, se nossos atos dão errado, a culpa é dos outros. Não necessariamente verbalizamos ou mentalizamos isso, mas não raro agimos desse modo sem perceber.
Portanto, para um problema grande, é muito mais lógico partir de soluções pequenas, que vão crescendo com as práticas e ensaios, do que partir impacientemente para trabalhos muito superiores ao nosso tamanho.
Escrito por R. Farinazzo