O homem bom

Fez tudo com o mais puro dos corações
Esperou confiante seu final feliz
Naufragou com sorriso desesperador
Olhou com raiva para o céu, gritou: Senhor!
Fui bom e honesto, o que de tão errado fiz?
Responderam-lhe apenas raios e trovões.

A chuva não lavou suas incompreensões
A luz do céu não lhe iluminou o nariz
O som das trovoadas não tirou-lhe a dor
Nada, nada lhe fez ao mínimo supor
Que do êxito não é o coração que diz
Que intenção vale sempre menos que as ações

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